Sempre achei que um livro era um objecto fruto de muito trabalho e esforço. Não se escreve um livro em 2 dias. Não se escreve um livro por toma-lá-dá-cá. Claro que já não acho isso. Nos últimos anos, apareceram livrarias em qualquer esquina (o que é óptimo) e é preciso enchê-las de oferta. Isso, obviamente, traduziu-se (a meu ver) numa diminuição da qualidade. Qualquer pé rapado conta a sua experiência: ia a passear e escorreguei numa casca de banana. Pimba! Um livro em 5 segundos. Hoje, penso 10 vezes antes de gastar 10€ que seja num livro. E definitivamente, biografias ou relatos de experiências só as de quem tem realmente importância. Minhoquinhas como a Brazão, que nega qualquer responsabilidade na explosão, mas escreveu logo um livro antes que voltassem a esquecê-la, são patéticas. Eu não sei se ela teve ou não responsabilidade. Eu só sei que houve muita gente que sofreu prejuízos e muito honestamente ainda não a vi pedir desculpa e dizer que os lucros do livro são para lhes pagar os danos. O que a vejo é toda contentinha por lhe darem outra vez uns 15 minutos de fama. Outro vermezinho é a filhota do Carlos Cruz. Já ninguém (nem eu) sabia o nome da piquena, e ela nada contente com a atenção que a ex-madrasta tem recebido, vai de escrever um livro a contar, segundo parece, que teve problemas de alcool. Oh piquena, já viste se todos os bêbados contassem as suas experiências? Tinha de haver uma livraria especializada no tema.
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