terça-feira, 29 de novembro de 2011

Há pessoal que não se enxerga

Há cerca de 2 semanas nasceu mais uma sobrinha. Como nasceu antes do tempo, ficou 12 dias no hospital. Ontem veio para casa, finalmente, e foi quando a vi pela primeira vez. Obviamente, sou uma tia babada e os meus sobrinhos são os mais bonitos do mundo. ;)

É nestas alturas que uma pessoa percebe como há gente inconveniente. Reparem, apenas o pai, a irmã e os avós puderam ver a bébé no tempo em que esteve internada. E a minha irmã sô pode receber visitas enquanto ela também esteve internada, mas quando teve alta, só a via se ela saísse do hospital, o que não aconteceu, pois ela não saiu da beira da pequena nem um segundo.

A inconveniência das pessoas começa quando uma mãe vem para casa com o seu filho, neste caso filha, e logo nesse dia, à noite, vem gente que não tem nada a ver, como os vizinhos dos sogros, e que a ela não lhe dizem nada. Podiam ter esperado 2 ou 3 dias, deixá-la descansar, dar espaço à família mais próxima, mas não. Ainda por cima, aparecerem à noite, ficaram para lá umas 2h e o meu cunhado sentiu-se na obrigação de lhes servir bebidas e petiscos. Depois, ligou-me uma colega, porque uma senhora que conhece a minha irmã (era fornecedora da empresa onde ela trabalhou) queria saber a toda a força se ela já estava em casa. E essa minha colega teve o respeito de só me ligar à noite, porque a outra velha queria que ela ligasse durante a tarde, independentemente de eu estar a trabalhar. Ou seja, mais uma que não tem nada a ver (a minha irmã acha-a uma chaga) e que também se acha com direitos acima dos da família. Vai uma apostinha como aparece lá sem avisar?

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