domingo, 30 de outubro de 2011

Testes genéticos

Há uns anos vi um programa da Oprah, com a Christina Applegate. A actriz tinha sobrevivido a um cancro da mama e através de um teste de genética, descobriu que era portadora do gene BRCA1 cuja mutação está associada a 60% dos casos de cancro da mama hereditário. A mãe dela também era uma sobrevivente. Na altura, ela fez mastectomia dupla apesar do cancro ter sido detectado em apenas uma mama e fez a reconstrução mamária ao longo de 8 meses.


Lembro-me de ter perguntado à minha médica de família sobre esse teste, mas ela desvalorizou o assunto, penso que devido a algum desconhecimento, ou talvez alguma descrença neste tipo de teste. A verdade é que eu também desvalorizei essa questão, apesar de haver cancros da mama nos 2 lados da família. Para mim, bastava-me os cuidados habituais e as ecografias anuais.


Entretanto, este ano, finalmente, encontrei uma ginecologista que me agrada. São o tipo de médicos menos queridos da maioria das mulheres, eu penso. E é quase como a nossa estetecista. Se nãos nos sentimos bem, é uma verdadeiro tormento lá ir. Esta médica, perante a história familiar, falou-me nestes testes. E, voltou a falar na segunda consulta que tive com ela. Sem pressões, mas a incentivar claramente a sua realização. Acontece que, isto é como uma mulher cujo marido lhe põe os cornos. Ignorar é tão mais fácil! De qualquer das formas, estou a considerar fazê-lo, mas ainda me falta um bocadito de coragem. Digamos que esta é uma daquelas situações em que eu iria lidar maravilhosamente bem com um não, e terrivelmente com um sim.

1 comentários:

Mnemósine disse...

Pensa bem nas vantagens que esse teste te pode trazer. Se não tiveres o gene ficas mais descansada, boas notícias são sempre bem-vindas.
E se tiveres ficas a saber, o que te pode ajudar a que se efectivamente vieres a ter o bicho mau detectes cedo o suficiente para que não sofras os horrores que tantas vezes se sofre. Pode não só salvar-te a vida mas também poupar-te a sofrimento.
win-win.