terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Os miúdos de hoje, dos seus 16 aos vinte e pouco, têm acesso a mais informação do que nós tínhamos na idade deles. Mas, mais que a informação, têm mais mordomias, mais facilidades, mais razões para as suas acções (que é como quem diz "mais desculpas")... Tomo consciência disso no momento em que descubro que tenho mais um colega que vai ser pai. Mais um colega de 21 anos. No ano passado também um foi pai com 22 anos, mal conhecendo a rapariga. Rapariga essa que já tinha uma criança também de uma relação fugaz. A namorada deste vai fazer 17 anos. E há mais um que vai ser pai, aos 23 anos. Ok, é casado, mas isso não significa nem maturidade nem estabilidade. Todos pais acidentais.


Comecei por pensar que era uma irresponsabilidade, especialmente nos dias que correm, quando o acesso à informação e à contracepção é tão facilitado. Aos 18 anos, corei e gaguejei quando pedi à minha médica de família a receita da pílula. Hoje, vou directa à farmácia e peço logo 2 ou 3 caixas! Julgava eu que uma gravidez acidental era mais fácil de acontecer numa relação estável, quando existe confiança, amor, intimidade, e o casal não está tão preocupado caso a situação ocorra, pois trata-se de uma questão de tempo, e facilita-se mais. Mas estava enganada! Não conheço ninguém da minha idade que tenha engravidado por acidente, quando mais novos, e agora, só nesta empresa, já lá vão 3! Havia mais receio naquela altura, eu sei. Uma rapariga ganhava logo fama, especialmente em meios pequenos. Mas carago, hoje há mais informação, liberdade de escolha...


Como diz a minha colega, para eles, o mal é menor. Se não estiverem interessados em assumir a sua responsabilidade como progenitores, o tribunal estipula um X a pagar por mês e é quanto basta. Ok, tem lógica. E para as miúdas que vão ser mães? Que futuro para elas e para as crianças?

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Pipote

Sábado foi uma noite de experiências.


No Pinguim (bar na Rua Belmonte, 67, no Porto) fomos ver uma peça de teatro amador onde participava uma amiga nossa. Como começava às 22h, optámos por ir cedo e arranjar lá um cantinho onde jantar. Esse cantinho apareceu sob a forma de um restaurante meio escondido chamado Pipote (Rua Belmonte, 87, Porto). E aqui começa a experiência.


Julgámos que era um restaurantezinho típico, decoração simpática, com ementa e carta de vinhos. Nada disso. Depois de nos sentarmos, o dono (presumo que fosse) colocou-nos à frente uma travessinha com fatias de pão recheado com tomate e queijo derretido. Pessoalmente, não gosto da mistura, mas não ficou nada para amostra. De repente, surge a sopa. Ficámos muito espantados, não tínhamos pedido nada. "Não vai trazer a ementa?" Resposta: "Hmmm, não. Mas eu venho já e explico." Ok. A sopa estava muito boa. Um bocadinho "saborosa" de mais, mas muito boa. E, finalmente, lá veio o dono recolher o pedido, que consistiu em algo mais ou menos assim: "Os senhores querem peixe ou carne? O ideal era umas petingas com arroz de feijão, porque tenho mesmo a medida certa para os 3" Nem ousámos discordar. Recordámos logo a nossa infância quando as nossas mães colocavam a comida à frente sem perguntar se queríamos ou gostávamos. Também comemos bem, aí. E já sabem, para sobremesa, só soubemos o que íamos comer quando foi colocado à nossa frente: bolo de bolacha. E agora o rombo na carteira, que não aconteceu. A conta total foi pouco mais de 22€ a dividir pelos 3!


Recomendo. Voltaremos lá!

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Até custa a crer

A minha colega ligou ao vendedor de uma empresa fornecedora. Ele atendeu. Pelo som que ouviu, pareceu-lhe que ele estava numa casa-de-banho. Não podia ser, claro. Ninguém faz isso, muito menos em chamadas de carácter profissional. Já a despedir-se do homem, ela ouve o autoclismo ser accionado. Ele estava, de facto, na cada-de-banho. Porco.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

O cão continua sem nome... Vá, dou-vos até segunda para me arranjaram alguma coisa de jeito. Ah! E não sou apologista de dar nome de pessoas aos cães. Ainda me lembro de um episódio na praia, quando corria atrás de uma cadelinha que tinha na altura, a gritar "Anda cá, Bia!" e uma jovem que estava lá ficou muito espantada porque não me conhecia de lado nenhum e também se chamava Bia. Foi constrangedor.


Bom fim-de-semana!

Associações

A empresa sempre contribuiu para as associações de caridade que nos ligam a pedir donativos. A dada altura começaram a ligar com demasiada frequência, até que lhes disse que deviam deixar passar no mínimo 3 meses antes de pedirem novo donativo. Foi quanto bastou para de 3 em 3 meses ligarem a pedir o donativo. Este ano, optámos por fazer de maneira diferente. Estamos a reunir a informação relevante sobre as associações para depois decidir o donativo único a dar por cada. Único por ano. Bem, assim que explicámos o que pretendíamos é um facto que rapidamente nos endereçaram essa documentação. Mas desde então, ligam-me quase diariamente a pedir o donativo. É tanta a insistência que neste momento pondero deixar de contribuir, porque entendo que não temos obrigação de o fazer e a pressão que estão a exercer começa a irritar-me, pois chegam ao ponto de não se identificarem à minha colega para ela me passar as chamadas. E reparem que falo também de IPSS, que supostamente têm alguma credibilidade. Deixa-me pena, mas em vez de dinheiro parece-me que vou promover junto dos meus colegas uma angariação de bens essenciais para depois entregá-los. Quero ver qual vai ser a reacção destas pessoas.



Nota: Eu admiro imenso quem se dedica a este tipo de causas, no entanto, penso que deve haver limites para tudo. Encontraram na empresa uma entidade solidária e têm-se aproveitado disso. Mas para tudo há limites.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Actualização II

Não correu muito mal. Aliás, parece-me que o meu pai já o tinha adoptado em segredo. Chego a casa e o que vejo? O minorca na caminha improvisada, não com uma, nem duas, mas 3! camisolas de lã e ainda com o aquecedor virado para lá, para estar sempre quentinho.
Esta manhã acordei e fiquei um pouco intrigada porque o estafermozinho não tinha chorado a noite toda. Claro que não! Fui dar com ele a dormir muito consolado na cama do meu pai. E dado que ainda é muito pequeno duvido muito que tivesse subido sozinho!

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Actualização

Aparentemente o irmão da minha colega está na disposição de gastar 200€ (ou mais) para comprar uma amostra de cão, que é um Pincher, logo ela não pode ficar com a bolinha de pêlo fofinho. Entretanto, já perguntei a uma dezena de pessoas se queriam um cachorrinho e ninguém quer... "Ah e tal se fosse um Pastor Alemão." - Ah e tal, e se fosses apanhar no c*? Sendo assim, vou agora para casa, cair de joelhos e implorar ao meu pai que me deixe ficar com o estuporzinho que não me deixou dormir a noite toda. Entretanto, atirem-me ideias de nomes para o bicharoco-coisa-mai-linda.

Coisa mai linda que não me deixou dormir...

Ontem, ao sair da empresa, ia atropelando uma bolinha de pêlo que, vim a descobrir, era um cachorrinho perdido. E quando digo cachorrinho, acreditem, é mesmo pequenino, ainda não come sólidos, tive de colocar a mão no leite para ele lamber porque enfiava o focinho todo na tijela. Ou seja, não tive coragem de o deixar ali, ao frio e sujeito aos mais diversos perigos. Estou a ver se a minha colega fica com ele, mas caso não fique terei de dar a volta ao meu pai para ele ficar lá em casa. Claro que não dormi a noite toda. Ele procurava incessantemente a mãe e portanto lá andava eu a fazer-lhe festinhas, a cobri-lo com camisolas de lã quentinha. A dada altura, peguei no cesto onde o tinha colocado e levei-o para o meu quarto a ver se o estuporzinho adormecia e me deixava dormir também. Pois, pois. Ele lá foi dormindo, eu é que nada. E agora de manhã, ficou o meu pai a aturá-lo que eu tenho de trabalhar apesar do sono.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Aprender para quê?

Quando disse a algumas pessoas que ia fazer um workshop de iniciação à prova de vinhos a reacção geral foi: "Mas tu nem bebes!". No final do curso (que durou cerca de 3h) percebi que o beber ou não beber é irrelevante. As pessoas têm a ideia que não faz sentido fazer algo se não for estritamente necessário.

"Vais para o ginásio? Mas tu és magra!"

"Vais fazer um curso de inglês? Mas tu já percebes inglês!"

A preguiça, a inércia, e a mente tacanha de muito boa gente faz com que o comodismo seja uma filosofia de vida e quem não o segue é diferente. Para que saibam, gostei de fazer aquele curso. Não me parece que vá começar a beber vinho como se toda a vida o tivesse feito, mas provavelmente saberei apreciar um copo de vez em quando. Sabendo provar, também saberei escolher. Não vai mudar nada na minha vida mas é apenas mais um conhecimento que adquiri. E depois?

Eu gosto de aprender, de saber mais, de evoluir. Ainda na semana passada me inscrevi em duas formações que me poderão ajudar profissionalmente, embora não tivesse realmente necessidade de fazê-lo. Uma delas, se for aceite, terá a duração de quase um ano. Semanalmente compro revistas de informação. Informação válida e realmente mais importante que o dia-a-dia da virgem mais desesperada de Portugal, ou a vida difícil dos concorrentes do "ídolos".

Vivo numa zona que fica a cerca de 30 minutos do Porto e Braga. Para mim, ir ao cinema, jantar, passear no Porto é perfeitamente normal e mesmo antes de namorar com alguém dessa zona, ia lá com bastante frequência. Mas o que era normal para mim, era estranhíssimo para outras pessoas. "Vais ao Porto jantar?", como dizendo "Tens a mania que és chique.". Mais parecia que ir ao Porto jantar era como ir a Paris fazer compras...

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Adivinhem quem não ficou fan?

"Lua Nova", desculpem, "Lua Vermelha" a nova série da Sic não me convenceu. Provavelmente porque o seu público alvo tem menos 12 anos que eu. Provavelmente porque se trata de uma imitação barata do primeiro livro da Stephenie Meyer. Aliás, a falta de imaginação dos autores desta série é tão gritante e o plágio tão evidente que me pergunto se não seria melhor pagarem direitos de autor à escritora e assumirem que não têm jeito nenhum para a coisa. A C. P. Correia, a dada altura, também não quis assumir que não tinha jeito nenhum para escrever e cansada por ter tantos orgasmos optou por copiar um artigo de opinião de um americano qualquer. Surpresa das surpresas foi descoberta. Vamos esperar que estes não sejam ou ainda seremos conhecidos internacionalmente pelos PP - Portugueses Plagiadores.


Já agora, não quero com isto dizer que os livros da Stephenie Meyer sejam tão espectaculares que ela merecesse um Pulitzer Prize, mas isso não significa que se aproveitem da sua criatividade e trabalho sem os devidos créditos.