Nas últimas semanas não faltaram notícias de mulheres assassinadas pelos ex-companheiros, namorados ou coiso e tal. Honestamente, isso assustou-me. Quando namoramos com alguém não nos passa pela cabeça que, mesmo que a relação acabe, ele nos venha a fazer mal. Perguntei-me a mim mesma se os sinais estavam lá e elas não quiseram ver, tal como nunca querem ver que os namorados lhes enfeitam a testa. Em comum parecem ter sempre uma grande dose de ciúme e possessividade. Hmmm... Quando é que o ciúme é demais? A possessividade é sempre errada?
Chamem-me maluca mas eu gosto de lhe dizer que ele é meu, e não me importo quando ele me diz que sou dele. Como se fossemos propriedade um do outro. Ok, normalmente, quando dizemos isso um ao outro estamos a modos que longe do planeta Terra. No entanto, poderá isto ser um indicador? E qual é o mal de saber onde ele anda e com quem? De querer saber como foi o dia e o que aconteceu? Ele também quer saber... E, vamos lá ser sinceros, estamos juntos durante horas e quando não nos encontramos falamos horas ao telefone... Temos de arranjar conversa!
Por aqui, não vejo razões de alarme. Não sinto que haja controle de parte a parte, mas interesse. Pior é quando não sabemos nada sobre o que andou a fazer e um dia descobrimos que... afinal, havia outra. Ou outro, que hoje em dia nunca se sabe.
Claro que, nos dias de hoje, é de desconfiar de um namorado presente e atencioso, que nos faz as vontades, que nos mima e gosta de nós. Que nos conta tudo, nunca foi apanhado em nenhuma mentira, o telemóvel tem sempre bateria (e quando não tem manda um mail a avisar)... Pior! Que nos ouve! Onde é que isso já se viu? Hmmm... Será caso para ter receio?
(Apesar do tom de brincadeira que usei neste post, a verdade é que lamento profundamente que estas mulheres tenham sido vítimas de gente mal-formada que não deveria andar no meio de pessoas de bem. E lamento ainda mais a lentidão e burocracia da nossa justiça que pouco faz para proteger estas vítimas que, na maioria dos casos, queixam-se e pedem ajuda. Mas espero que sirva de alarme para mulheres que se encontram em relações pouco saudáveis, para que abram os olhos, ganhem coragem e mudem de vida. Que percebam que o amor não passa por nódoas negras, cenas tristes ou vidas controladas.)